Sempre ouvi dizer de que se busca sempre encerrar as coisas com chave de ouro. Em verdade, penso que ao colocarmos na fechadura um elo dourado, não estamos cerrando nada. Muito pelo contrário. Estamos carregando nossa alma de emoções que continuam como se olhassem pelo buraco que ousou trancar o que já se passou. A verdade é que não se passa por acaso. Se vive. Se revive. Se inventa a Cazuza. Se enchem os museus de novidades. Viver é assim mesmo, cheio de voltas sem idas, cheio de emoções refletidas.
Ta aí que na penúltima noite que me veria na nação antes da viagem que hoje me carrega de novos olhares estive diante de um par de almas alegres. Contagiantes. Apaixonantes. Adriana e Luiz me deram um sábado inesquecível. Seja por tradições culturais indiscutivelmente belas, seja pela frase mais marcante - do noivo - que ecoou em minha cabeça até aos 12.000 m de altitude do Airbus que me levou para o outro lado do mundo: “Posso chorar agora?”
Dominar o que vai acontecer diante de nossos olhos durante as horas que nos entregamos a um casamento é quase como querer escrever a história da novela em que você será o narrador. Não me passa pela cabeça tal egoismo. Afinal de contas, o que me move mesmo é a imaginação de que aquelas cenas todas vão todas refletirem-se em imagens do que senti. Do que, realmente, vivi.
Temperando as sensações desse dia, não posso deixar de dizer que ao meu lado, estava, além da Flávia Cobucci meus pares de olhos ‘plus’ , o ganhador do sorteio do WS FUSION - SP, Fernando Paes vendo um FUSION surgir. Fusion esse, que logo mais se juntará a essa história.
Saudações desde Porto, onde ao invés de se escrever ‘Puxe’ se escreve: “Empurre para fora.”

Não é possível se desligar do mundo. Papo sério.
Ainda que você desligue celulares, internet e qualquer coisa virtual que conecte você a qualquer outro sorriso ou par de olhos em um rincón qualquer no mundo, sua cabeça seguirá trabalhando a mercè daquilo que ficou por fazer e fermentando em seu coração.
Embarquei em uma segunda-feira para o velho mundo carregando em minha bagagem um monte de coisas novas de meu mundo.
Férias? Trabalho? A gente junta tudo e se mistura. Não é assim que se diz mesmo?
Daí que para começar, em 10 horas de viagem, saquei meu companheiro pessoal da mala de mão, e me empolguei ao editar o ensaio de 3 fofos que tinha acontecido 2 dias antes: Renata, Rodrigo e Laura. De dentro da barriga.
Fotografar famílias em formação é sempre um mar de sentimentos extrapolados. Adoro pegar essas ondas. A valer mesmo.
A Renata, conheci no casório da Pri e do Lê, inclusive, fotografando! O meu xará, um par de olhos claros e confidentes. A Laurinha? Bom, certeza que riu um monta como os pais!
A locação? Estúdio RZ.
A vontade? Estar a vontade.
O resultado? Vê aí!
E o resto das 10 horas de trabalho a 12.000 acima do nível do mar? Logo menos!


Há algum tempo, quer dizer, um bom tempo, parei para filosofar a importância das tradições numa cerimônia de casamento. Como uma anti-filosofia quase que gutural me restaram algumas respostas mesmo sem saber quais eram exatamente as perguntas. Não penso sinceramente, que o vestido branco, a troca de alianças, o mentor espiritual ou um simples mestre de cerimônias seja capaz de fazer ou desfazer um casamento. Sim, disse isso mesmo. Não, não estou exagerando no que penso. Casar-se aos moldes tradicionais, é muito mais para os outros que para as próprias almas que decidem entregar-se e seguir de mãos dadas pela vida. Acredito que as noivas tenham o sonho de vestirem-se de branco e entrar por um corredor florido e bem iluminado, vendo lá na outra ponta dessa nave mãe o rosto que se fez tão desejado na hora de aceitar aquele pedido, pelo simples gosto de fazer igual sua mãe, sua vó, sua amiga e todas as partes femininas da família e rede de amigos do facebook, orkut e twitter. O que se tem por certo mesmo, é que no final das contas, a emoção que se gera entre os corações independe do meio e da forma do culto. Tanto é verdade que ainda que não haja um culto, as lágrimas escorrem, e naquele instante de troca de olhares o mundo para e as rotas se costuram. Se sou contra o casamento ‘tradicional’? Claro que não. Mas levanto uma bandeira, daquelas de levar pro estádio, de apoio aos casamentos com a cara dos noivos, a valer.
Da visita ao estúdio até o pre-wedding, passando pelo encontro no Facebook, a Lu e o Beto se mostraram inéditos. Em corpo, alma e coração. Daí que no dia 12 de Junho, junto com as baterias das câmeras em carga máxima, levava em mim, o coracão pilhado para as emoções que certamente se sucederiam. E se sucederam, numa cadência quase poética.
O resultado, do dia dos namorados, tá aí!
rz

Foi-se o tempo em que as embalagens serviam apenas para guardar os produtos. Hoje, muitos querem ter de recordação aquela caixinha ‘cool’ da apple, sem nem mesmo saber para qual finalidade exatamente.
Já não estamos no tempo em que panfletos em tons de cinza anunciavam as cores de um novo produto.
Agora não se datilografa em teclas pesadas o que se busca informar.
Hoje, temos o google. Hoje temos o twitter. Hoje temos o facebook. Hoje temos menos que teremos amanhã. Mas ainda temos.
Do fundo do coração, duvido muito que aquele senhor simpático, com uma pequena protuberância abdominal, poor vezes chamado de lambe-lambe, imaginou em tempos remotos que poderia oferecer seu trabalho de fotografia não só no cartório civil, mas também na internet. “Inter o quê?”
Pois é. Viva a comodidade. Viva o imediatismo. Viva a acertividade. Hoje busca-se de carros à fotografia de casamento sem gastar mais que 10 calorias. Afinal digitar no Google o que se precisa e clicar um mísero botão, não é de todo cansativo não é mesmo?
A vida agitada nos privou da morosidade de andar horas atras de coisas que hoje resolvemos em instantes. Isso é que eu chamo de privação boa.
Melhor ainda, é quando você descobre que o casal que vai fotografar, tem em sua parte masculina um fiel utilizador do senhor G.
Pergunte ao meu xará qualquer coisa. A resposta mais imediata será certamente. “Joga no Google.” Esse é dos meus. Mesmo!
Daí some à ele, uma parte feminina super comunicativa que está embarcada feliz da vida no oceano das mídias sociais. Voilà! Um casal completamente envolvido nas questões facilitadoras dessa vida tecnológica de 2010. Digo isso, porque sinceramente não sei o que nos espera daqui 7 meses.
O casamento da Re e do Ro, foi definitvamente fruto de muita pesquisa, literalmente. Construido sobre as bases de ter um poruquê em cada detalhe escolhido. E assim foi. Do site dos noivos a escolha do fotógrafo. Muita peregrinação. Muita vontade. Muito gosto.
Sábado foi o dia deles. O resultado, tá aí.
rz


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